Nos últimos anos em diversas ocasiões, o NEPML alertou para as tragédias ambientais que normalmente estão associados aos incêndios, principalmente numa zona de ecossistemas de fauna e flora singelos, de difícil recuperação, e onde a erosão é brutal.
Os incêndios dos últimos dias levaram o drama ao lugar das Coriscadas, tragédia adivinhada há muito para os lugares das Inverneiras. Os incêndios saldam-se sempre por elevadas perdas materiais, e por vezes em vidas humanas. Nos últimos 35 anos aconteceram dezenas de lumes abrasadores, nos nossos montes, que alteraram a paisagem e provocaram danos impossíveis de quantificar.
Não faz parte dos nossos objectivos, como instituição cultural, nem é competência nossa, analisar causas, políticas e estratégias; o que nos faz falar além da preocupação, a indignação, e das reinantes desresponsabilização e impunidade, é realmente o nosso esforço por criar uma nova atitude cultural, preservando e valorizando tudo aquilo que possuímos, que pertence a todos, e que deve ser herança das gerações futuras.
No século XXI, um dos indicadores para avaliar o estádio evolutivo da sociedade em que vivemos é a maneira como tratamos, estimamos e valorizamos a natureza. Daqui podemos aferir da nossa dimensão cultural, base e fundamento de uma responsabilidade ética e social.

Ficam aqui algumas considerações para o futuro: